Comércio de Pedras São Tomé
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mar
17

O revestimento com Pedra São Tomé está em alta na decoração de ambientes

O revestimento com as Pedras São Tomé está em alta na decoração e avança com força total em ambientes comerciais e residenciais. São usadas em fachadas, calçamentos e na criação de ambientes internos que acabam ganhando um toque de harmonia, com tons amarelo-alaranjado indo para o marrom. Segundo o Livro O Segredo, essas são cores correspondem ao sucesso, a prosperidade, harmonia e paz.

Aplicação dos filetes são tomé em construções

Os filetes são colocados manualmente em camadas e podem ser aplicados de duas formas: expondo a pedra natural ou usando o lado semipolido. A fixação dos filetes é bem-simples, aplicando apenas argamassa especifica direto na parede.

O assessor de comunicação, Sandro Prezotto, escreveu o resultado de sua pesquisa e informou que “O revestimento com filete são tomé está presente em diferentes projetos e agrega a rusticidade das rochas ao charme do recorte em filetes”. Confira a seguir a arte de bem decorar ambientes com arquitetos que participaram da pesquisa.

Texto: Sandro Prezotto

A arquiteta Flávia Brasil teve de realizar uma verdadeira garimpagem para escolher uma a uma as pedras que seriam utilizadas para a canjiquinha de são tomé aplicadas na parede da lareira. “Elas precisavam apresentar tons variados, oscilando entre o claro e o escuro. Avaliamos diversas opções de revestimentos para essa sala de estar. Queríamos algo que realmente destacasse a parede e marcasse a lareira como um bloco único”, conta. Os tons variados das pedras fazem o contraponto entre a madeira taco palito do piso, as paredes brancas e o forro de gesso acartonado. Flávia explica que os filetes foram bem cortados para que a parede ganhasse uma aparência uniforme. Para a arquiteta a espessura ideal pode variar de 2 a 4 cm de cada peça.

No living deste apartamento, a arquiteta Emilia Garcia deu mais destaque à parede onde está embutida a lareira, que era de alvenaria comum. Toda a área (de 15 m2) foi revestida de canjiquinha de mármore travertino romano (Marmoraria Amsterdam). Emilia explica que a canjiquinha não precisou ser rejuntada. “Simplesmente foi aplicada na parede, apoiando as pedras com a massa especial.” Os filetes utilizados têm espessura de 2 cm, a mesma do mármore, e 50 cm de largura. No caso da canjiquinha de pedra, a espessura pode oscilar de acordo com o material utilizado.

No desenvolvimento do projeto de uma lareira na área deste home theater, a arquiteta Beatriz Dutra teve a idéia de utilizar a canjiquinha de mármore piguês polido (Amsterdam Mármores), mesmo material utilizado no piso do living. O resultado foi um projeto diferenciado e com muita sofisticação. “O tamanho dos filetes é irregular, mas eles têm aproximadamente 4 cm de altura, 3 cm de profundidade e comprimentos variados”, conta a profissional. Ela explica que no caso do mármore polido é possível a utilização de rejunte entre as peças. Para evidenciar e valorizar ainda mais o revestimento desta parede, Beatriz utilizou spots de luz direcionáveis com lâmpadas dicróicas.

À procura de um revestimento diferenciado, mas natural, que se encaixasse no contexto desta residência, a arquiteta Cilene Monteiro Lupi surgiu com a idéia de utilizar a canjiquinha de pedra mineira na parede da lareira do living. O objetivo era criar um visual de textura bem destacado. “Como toda a decoração da casa é muito clean, a canjiquinha caiu muito bem, principalmente por ter mesclas de tons mais claros”, explica. Os filetes têm espessura que variam de 3 a 4 cm e comprimento de 25 a 30 cm. O projeto de iluminação dá um charme extra ao ambiente, com pontos de luz focados especialmente no revestimento. “A canjiquinha é um revestimento de múltiplos usos.”

O arquiteto Francisco Cálio optou pelos filetes de pedra são tomé branca para dar o tom de modernidade e ao mesmo tempo retrô no hall de entrada dessa residência. “A canjiquinha, ou pedra filetada, dá um visual rústico e contrapõe com a delicadeza do mármore do piso, fazendo ainda uma combinação perfeita com a madeira da porta e do ambiente que segue”, explica. A parede de 13,50 m foi revestida de pedras que variam tanto de espessura (de 1,50 a 2 cm) quanto de comprimento (de 30 a 40 cm). Cálio afirma que o rejunte não teve de ser utilizado, pois essa é uma canjiquinha rústica – ele deve ser apenas usado quando for filetada acabada.

Engana-se quem imagina que o revestimento de canjiquinha deve ser utilizado apenas para pequenos detalhes da obra. No caso desta casa de Alphaville, o revestimento está presente em todo o embasamento da casa (tanto externo como interno), que tem três níveis: o acesso principal (mostrado na foto), a garagem, depósito e acesso de serviço. Como o piso do ambiente e a escada receberam revestimento de madeira, os arquitetos do escritório FMC Arquitetura optaram pelos filetes de pedra mais claros. As pedras foram cortadas com espessuras que variam de 3 a 5 cm. “Por sua irregularidade, a canjiquinha é um revestimento que exige uma limpeza cuidadosa. Se for bem colocado, tem durabilidade indefinida”, explica o arquiteto Conrado García Ferrés, um dos autores do projeto, em parceria com Santiago García e Juan Manuel García.

A arquiteta Fernanda Dabbur tirou partido da canjiquinha para valorizar a parede de pé-direito duplo da sala de estar deste duplex. O resultado foi a conquista de requinte, aconchego e beleza aos ambientes dos dois pavimentos. “Queríamos um espaço claro, que combinasse os materiais de forma harmoniosa. Mesclamos os tons de creme, branco e marrom para criar esta atmosfera”, explica. Os filetes utilizados possuem de 2 a 3 cm de espessura de pedra são tomé. “O tipo de corte solicitado foi o manual, de talhadeira, que dá o efeito irregular desejado. Para interiores, eu prefiro as canjiquinhas, que ficam mais elegantes. Porém, uso sempre algumas fiadas de pedras um pouco mais largas (com aproximadamente 4 cm) intercaladas para quebrar a uniformidade.” Fernanda conta que também foram criadas, à meia altura, arandelas que jogam luz para cima, lavando a parede, recurso que aumenta o efeito de luz e sombra e valoriza ainda mais o material e o ambiente.

Um apartamento na praia deve ter sua decoração voltada para proporcionar ao morador um clima de tranqüilidade e paz. Tudo isso deve vir aliado a muita elegância e, no caso do projeto da arquiteta Fernanda Marques, com o predomínio da cor branca. A canjiquinha foi escolhida porque traz essa proposta: um simples toque de rusticidade e delicadeza junto à decoração. A combinação deste ambiente de estar está totalmente voltada para o conceito contemporâneo. A pedra madeira foi aplicada em filetes irregulares. A medida de 4,47 x 2,50 cm, maior do que a utilizada habitualmente, confere um aspecto mais rústico à parede.

O projeto desta sala de estar desenvolvida pela Costa, Forte e Salinas Arquitetos tem um partido arquitetônico de linhas modernas. Os acabamentos, porém, foram mantidos o mais rústico possível, para criar um contraponto “Por se tratar de uma casa de campo, optamos pelos filetes de pedra para dar um ar de chalé de montanha”, conta o arquiteto Caio Salinas. Foi utilizada pedra mineira em tons de bege com filetes que variam de 15 a 30 cm de comprimento e de 1 a 3 cm de espessura. “As dimensões não interferem, mas dependendo do tipo de acabamento que você pretende, existem as opções de utilizar a pedra serrada ou a lascada, como a que escolhemos”. Caio aconselha a utilização da canjiquinha para praticamente todas as situações e ambientes. “Só não recomendo em uma parede de cozinha, onde está localizada a bancada de trabalho. Em virtude dos vãos que existem entre os filetes são tomé, haveria um acúmulo muito grande de gordura e resíduos.”

Para o arquiteto Aquiles Nicolas Kilaris, a canjiquinha deve ser usada de acordo com a criatividade do profissional, como foi feito nesta parede de fundo de uma garagem, onde um jardim foi projetado como cenário. “Ela fica bem em detalhes arquitetônicos, ornamentalmente desenhadas e até em grandes áreas, como paredes externas de garagens e churrasqueiras. Em nossos projetos, essa pedra é sempre usada por ser um material relativamente barato e que se integra perfeitamente com a natureza, que é o cenário principal das nossas concepções.” Nessa fachada, o profissional optou pela pedra são tomé (Revest Pedras). Segundo ele, é preciso sempre conferir a homogeneidade da cor do material e o tipo de serragem executada para que ela mantenha uma certa medida de alinhamento na hora da colocação. “Como todo revestimento decorativo, deve-se tomar alguns cuidados básicos, pois a colocação da canjiquinha deixa muitas fendas. Na execução do assentamento, é preciso verificar se a cor é homogênea e se o alinhamento entre as peças e o espaçamento está perfeito”.

Na reforma desta casa, a arquiteta Janaína Campanella optou pela canjiquinha de pedra mineira para a fachada, pois havia uma grande parede a ser revestida e ela procurava um material que ficasse bonito e leve ao mesmo tempo. “Utilizamos filetes de 3 cm, mas eles podem variar, tanto em relação à altura da pedra quanto à espessura. Existe também o filete mesclado, que vem mais bruto e dá um aspecto mais rústico ao ambiente”, explica. Janaína acrescenta que a lentidão na execução da instalação das pedras é um inconveniente a ser considerado. “Para que o trabalho fique bem feito, coloca-se de 1 m2 a 1,50 m2 por dia, o que acaba sendo muito tempo para grandes áreas.”

“Desde o início do projeto desta casa, eu quis dar uma importância para a entrada e marcar a torre da caixa d’água. Como o projeto não tem telhado aparente, usei esse recurso para proporcionar verticalidade à fachada. Revesti-la com algum elemento arquitetônico era fundamental”, conta a arquiteta Andréia Carla Medice. A pedra filetada é a são tomé branca com medidas que variam de 30 a 45 cm de comprimento e de 3 a 5 cm de largura e espessura. “Qualquer pedra pode ser cortada em filete, como arenito (vermelha), goiás verde, branca ou amarela, e a própria são tomé”, explica Andréia. A canjiquinha pode ser assentada em qualquer ambiente, interno ou externo. “O importante é que seja feito um tratamento superficial das pedras depois de assentadas para preservar sua aparência”, conclui.

O quartzito branco foi a pedra escolhida para a composição das paredes (de aproximadamente 35 m2) desse terraço. “O proprietário queria algo diferenciado, sofisticado e de custo não muito elevado, mas o propósito principal era utilizar algo que estivesse em forte tendência atualmente”, relata o arquiteto Eduardo Barcellos. “A área externa, por ter dimensões reduzidas, pareceria mais agradável se fosse composta por tons claros nos revestimentos principais (piso e paredes) e pinceladas de madeira em outros pontos. A canjiquinha de quartzito serviu bem a esse propósito com um custo muito inferior, por exemplo, ao do limestone ou do mármore, que eram as preferências iniciais dos moradores”. Os filetes não têm tamanhos iguais. “Avaliei que seria mais interessante utilizar filetes irregulares, variando de 10 a 30 cm, mas a espessura é única (3 cm). Pode-se usar espessuras maiores, de acordo com o efeito desejado. Porém, utilizar comprimentos maiores ou espessuras menores pode elevar o custo da mão de obra do corte das pedras, pois elas estarão sujeitas a quebrar antes da colocação no seu manuseio”, finaliza Eduardo.

A tecnologia contrasta com um material rústico. No living de um apartamento, projetado pelos arquitetos Eliane Fiúza e Henrique Medeiros, a canjiquinha de pedra madeira foi utilizada na parede do home theater. “Como usamos algumas peças modernas, quisemos dar um equilíbrio optando pela pedra filetada, com tamanhos variados, maiores que os convencionais, que ficam em torno de 20 cm de comprimento por 5 cm de largura”, conta Henrique. A iluminação ajudou a destacar o revestimento. “Fizemos um rasgo no gesso junto à parede de pedra e colocamos luminárias embutidas para dar um banho de luz e realçar a parede de canjiquinha.”

Texto:
Sandro Prezotto
Assessor de Comunicação

Fonte:
http://revistacasaeconstrucao.uol.com.br/

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